Déjà Vu. Impressione-se!

__________________________________ Blog do Raul Mareco ©2009

Déjà Vu de volta!

Desde 2006, o Déjà Vu vem analisando o cotidiano amapaense e mundial a partir de uma miscelânea que envolve a crítica séria com uma pitada de ironia. Com novidades no formato e nas opções, o blog retorna após seis meses de interrupção. Espero que aprovem, obrigado! Raul Mareco, na foto ao lado -->

Blog Off - Manutenção e Internet precária

Em breve, o Déjà Vu retorna. Grato pela comprensão.

Blog off

Não consigo postar neste blog. perdão se alguém procura pelo meu artigo a respeito da decisão do STF. Tão logo eu tenha resolvido, publico. Grato.

Nova assessora de imprensa!

Minha colega de estágio universitário, jornalista Isabelle Braña, assumiu a assessoria de imprensa de um vereador da Câmara Municipal de Macapá. Competente, batalhadora e inteligente, Isabelle está debutando na função, mas tenho certeza de que desempenhará um excelente papel à frente desta assessoria.

Apenas recomendo que esteja atenta aos absurdos direcionados aos jornalistas, escrito por mim em um post recente. Pelo que observo, está crescendo o número de assessores de imprensa em Macapá, e diplomados. Portanto, senhores políticos, respeito conosco!

Boa sorte querida!

Seu Pará, eu recomendo!


Infelizmente, alguns pontos de venda de comidas típicas de Macapá estão longe da qualidade ofertada pelos pontos de Belém. Porém, há um localizado na Av. General Rondon, já no Bairro Pacoval, bem em frente à praça Chico Noé chamado "Lanches do Pará".

O seu Pará, senhor gentil, simples, muito receptivo e bastante brincalhão (e Paysandu doente), oferece, na minha e da opinião de muitas pessoas, um tacacá muito saboroso, talvez o melhor da cidade, além de ser vendido a um preço bastante acessível, ao contrário do que vendem alguns pontos da Praça da Conceição. Além de comidas típicas, o seu Pará vende uma coxinha com uma massa deliciosa.

Pois bem, está dada a sugestão, vá lá!

Miss Amapá às avessas?


Com todo o respeito à coordenação do evento Miss Amapá 2009, assim como às meninas que estão concorrendo, mas sinceramente, se o concurso procura enfatizar beleza e simpatia, algumas garotas estão a anos luz destes quesitos.

A TV Amapá possui em seu programa jornalístico um quadro que apresenta algumas candidatas, e digo que compromete qualquer almoço decente; basta ter bom senso. E não é preciso ser um expert em moda, beleza, etc. E dizem que "beleza não se põe na mesa"... No mais, boa sorte a todas!

Charge do Dia

Seria cômico se não fosse real...

Concurso de beleza de rádio comunitária é exemplo de inclusão social

Como parte da programação de aniversário da Rádio Comunitária Novo Tempo FM 105,9, Associação de Comunicação Alternativa do Novo Horizonte-ACANH, promove a 1ª etapa do concurso de MISS GATA 105, que acontece no dia 28 de março, sábado, na sede da Associação dos Cabos e Soldados. O Evento está previsto para começar às 22 horas.

Neste 3º concurso de beleza que vai escolher a Garota mais bonita da Zona Norte da cidade, vão poder participar garotas com idade acima de 14 anos e que não sejam modelos profissionais. A 1º colocada será premiada com R$ 600,00. As interessadas devem fazer a inscrição na sede da emissora, em horário de expediente.

O concurso será dividido em três etapas. A primeira eliminatória acontece no dia 28 de março e a final prevista para o dia 25 de abril, quando é celebrado mais um ano de aniversário da rádio Comunitária Novo Tempo 105,9 na legalidade. Todas as etapas estão previstas para acontecer na sede da Associação dos Cabos e Soldados, antigo CESCAES, a partir das 22 horas.

O evento, além de promover entretenimento, cultura e lazer para o bairro revelando a beleza da mulher do Novo Horizonte, tem como principal objetivo arrecadar recursos para manter o projeto de inclusão social que a associação mantém, como a rádio e a biblioteca comunitária , que hoje conta com mais de três mil livros.

Na busca de novos parceiros

No início de 2007 acontece a primeira parceria com o SENAC. Foram mais de 100 pessoas qualificadas por meio dos cursos de relações humanas, criatividade em vendas e marketing, realizados na sede da ACANH. Para o curso de rádio locução, também promovido pelo SENAC, o laboratório teve como espaço o estúdio da rádio comunitária Novo Tempo FM mantida pela ACANH, em que os alunos apresentaram programa piloto.

Outro parceiro importante é a Associação dos Cabos e Soldados, cedendo a sede para os eventos da ACANH. A Associação de Comunicação Alternativa do Novo Horizonte está à procura de novos parceiros para a ampliação do projeto.

Atualmente a ACANH sobrevive das mensalidades dos associados, de pessoas que colaboram desde o início do projeto e de recurso da emissora. Entretanto, sócios da ACANH e apoiadores culturais da rádio (comerciantes e pequenos empreendedores) encontram-se inadimplentes. Esta situação frustra a expectativa em reestruturar o espaço físico do prédio.

Para os próximos anos está previsto a ampliação do projeto com a construção de novos espaços, onde funcionará a escola de comunicação e cultura popular para capacitar agentes comunitários e ongs que queiram atuar nos meios de comunicação, a construção de um estúdio de áudio, onde os alunos realizarão laboratórios de produção radiofônica e a edificação de um pequeno auditório com capacidade para 75 a 100 pessoas, que servirá de cinema comunitário e para a realizações de oficinas de teatro, dança e música.

Por entendermos que a criação destes espaços seja de relevância social, gostaríamos de contar com colaboração do departamento de jornalismo dessa emissora para a divulgação do concurso e o convidamos para conhecer o Projeto.

Informações

Joélson Alencar (Relações Públicas e organizador do evento)
Fone: 8132-1100/ 4141-0801

Ou com José Gomes (Presidente da ACANH e diretor da Rádio)
Fone: celular: 4141-0801/ 8132-1011

Sede da Associação dos Cabos e Soldados
Avenida Sebastião Lamarão, bairro Novo Horizonte II, zona norte de Macapá.

Artigo - A (re) democratização das salas de cinema; ou o Fahrenheit 451 de Truffaut

*Por Raul Mareco

“Nós íamos bastante aos cinemas antigos de Macapá, como o Cine Macapá. Fazíamos questão de caminhar até o centro da cidade para ver os filmes; chegávamos a enfrentar filas enormes para entrar, principalmente quando passavam os filmes do Roberto Carlos”, disse a mim a minha tia Marilda Mareco, professora federal aposentada, quando junto com alguns de seus irmãos freqüentava as salas de cinema macapaenses na década de 60.

A magia do cinema, como se pode perceber, certamente não apenas maravilhou meus tios e tias, mas como a milhares de brasileiros que até hoje procuram os cinemas, se refrescando com os refrigerantes, se deliciando com os doces e principalmente saboreando os famosos sacos de pipoca, não esquecendo dos flertes que se iniciam nas filas e dos enamorados já consolidados no interior das salas.

Aqui em Macapá, outros cinemas como o Paroquial (que logo depois se tornou Cine Veneza) e o João XXIII faziam a alegria dos jovens da época, e como cinemas “de rua” davam o charme que contagiou gerações mundo afora, em outras salas de exibição.

De geração em geração, perpassando por variadas épocas desde que foi realizada a primeira sessão de cinema no mundo, exatamente no dia 28 de dezembro de 1895 em Paris, pelos irmãos Lumière, muitas inovações tecnológicas e principalmente mercantilistas foram introduzidas no mundo do cinema, e, neste caso, nas salas de projeção.

Dizem os executivos que comandam as grandes redes de salas de cinema no mundo, especificamente no Brasil, que a modernidade (ou a pós-modernidade) é bem-vinda, pois traz praticidade e conforto para os cinéfilos que vão às salas de projeção. Isso certamente eu não posso ignorar; mas, e o preço dos ingressos, será que é condizente com o bolso de todos?

Recentemente, vim de Belém-PA e pude constatar que, de forma absurda é cobrado um preço exorbitante e totalmente fora dos padrões financeiros da maioria do povo brasileiro, causando assim o que eu posso denominar de “mortalidade cinematográfica”, eliminando qualquer aproximação com a democracia, privilegiando apenas aqueles que possuem elevado poder aquisitivo.

Todas, eu repito, todas as salas de cinema em Belém são gerenciadas pela poderosa rede Moviecom, tanto no Shopping Belém (Ex-Iguatemi), quanto no Shopping Castanheira; a exceção é o velho Cine Ópera - localizado ao lado do falido Cine Nazaré (Hoje, Lojas Americanas) -, direcionado para um público mais adulto, digamos.

Há mais de dez anos no mercado, A Moviecom possui 82 salas de cinema em 16 cidades brasileiras, possui projetos sociais como investimentos na Mostra de Cinema Iraniano -, o que é muito importante, temos que reconhecer, entre outros, e foi, inclusive, considerada a rede de cinema mais simpática do país, diz o sitio da rede, www.moviecom.com.br.

Porém, os amantes da sétima arte com o bolso menos privilegiado com certeza não a acharão tão simpática assim. Veja a tabela em ambos os shoppings: às segundas e terças-feiras é cobrado o valor de R$ 12; na quarta-feira R$ 10; da quinta-feira ao domingo é cobrado R$ 14; porém, o absurdo está na cobrança de R$ 16 a partir das 18:00h durante o final de semana. É como se após este horário algum serviço especial fosse fornecido ao cliente, como a distribuição de pipocas, por exemplo.

Ou, você ainda não percebeu que as grandes empresas apenas querem lucrar, sem deixar de olhar para o próprio umbigo? Falando em pipoca, vamos aos preços. Não recordo o preço das embalagens pequena e média, mas a maior custa R$ 6, e de microondas, configurando mais ainda a cobrança exagerada.

Outra questão também não pode passar despercebida. Em Belém não existem mais salas de exibição “de rua”, como antigamente. Os poderosos shoppings centers abocanharam esta lucrativa fatia do mercado belenense, e só para se fazer um breve comparativo com nossa cidade, quando escrevi que minha querida tia Marilda se sentia privilegiada em ir ao cinema pagando por um preço condizente, era porque gostava de caminhar até o cinema de rua, pois era próximo.

Hoje, algumas pessoas precisam atravessar a cidade de Belém para chegar a um dos shoppings, pagar por um preço exacerbado e não ter muito conforto, como dita as regras da pós-modernidade. Em Macapá, ainda resiste apenas um cinema considerado “de rua”, o Cine Imperator, o qual cobra, todos os dias, R$ 10, à exceção das quartas-feiras quando cobra apenas R$ 5. O Cine Macapá, como é sabido, cobra o mesmo preço, com um melhor conforto, digamos, mas já nasceu com o Shopping Macapá.

Infelizmente, a chama da magia do cinema vem se apagando gradativamente no decurso das décadas, quando se refere às salas de exibição. Ou as grandes redes cobram o “olho da cara”, ou instalam suas salas em shoppings porque sabem que o ciclo de movimentação é bem maior do que um cinema “de rua”.

Em breve, aqui em Macapá, inaugurará o primeiro grande shopping da capital com 05 salas de cinema previstas; e informações não oficiais dão conta de que a rede que virá gerenciá-las cobra um preço tão mais elevado do que a rede Moviecom, em Belém, assim como em outras cidades.

É o interesse privado e a cultura para as elites impedindo que o povo tenha mais informação, mais entretenimento. Lembrei-me agora de um filme da década de 60 do consagrado diretor francês François Truffaut, Fahrenheit 451, um ficção onde bombeiros queimavam livros impedindo as pessoas de terem acesso à informação.

Parece que vivemos em uma realidade não muito distante, onde inquisidores mercantilistas afastam o direito à cultura e à informação do povo. Estamos sendo subjugados por um sistema capitalista selvagem e visceral que vem afundando subitamente o acesso às salas de cinema, e o acesso a tantas outras ferramentas relevantes para o discernimento da grande maioria.

Na verdade, este é o papel deste sistema que ultimamente vem convalescendo perante as crises econômicas: colar cirurgicamente uma fenda nos olhos do povo, impedindo-o que se rebele contra as mazelas habituais, contra o escárnio, contra as arbitrariedades. No mínimo, um boicote a estas extravagâncias desnecessárias seria o ideal. Resistamos, a magia do cinema pode voltar um dia!

* Raul Mareco é jornalista graduado, produtor cultural e assessor de comunicação

Classe C sem cinema.

A revista Veja é reacionária e direitista, mas sejamos justos que vez ou outra deixa seu ranço e antipatia de lado e divulga algo interessante. Li hoje no site da revista que o brasileiro pertencente à classe C (infelizmente, esta divisão desigual é obrigatória, pois nas sociedades contemporâneas o que vale é a lei do mais rico) não vai ao cinema por conta dos elevados preços cobrados nas bilheterias.

Pudera, para quem ganha apenas um salário mínimo (faz jus ao nome) as salas de cinema realmente estão a milhas de distância de quem aprecia a sétima arte. apesar de ser "um público potencial do cinema nacional", afirma Manoel Rangel, diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine) à repórter Maria Carolina Maia. Leia a matéria completa aqui, e meu artigo sobre o assunto no post acima deste.

Polêmica na Fórmula 1


Vez ou outra, os mandachuvas da Fórmula 1 mudam as regras do campeonato da categoria mais competitiva do mundo. Há regras que realmente contribuem para que o esporte se torne ainda mais atrativo. Porém, há outras que beiram o absurdo. Por exemplo, sagrar-se-á campeão da temporada 2009 o piloto que conquistar o maior número de vitórias, e não o maior número de pontos, como era anteriormente.

Só por comparação, se antes todos os campeonatos tivessem adotado esta fórmula, o tricampeão Nelson Piquet não teria conquistado nenhum título, pois nos anos em que foi campeão, o fez através dos pontos, e não pelas vitórias. Um dos especialistas em Fórmula 1, Reginaldo Leme, não concorda com a nova regra, a considerando, no mínimo, "sem sentido algum". No entanto, pilotos como Rubens Barrichello, da Brawn GP, afirma que as disputas serão mais acirradas, apesar de também não concordar com a nova proposição.

Para os amantes do esporte como eu, fica a dúvida: os chefões da categoria querem ou não nos fazer de palhaços?

Mais ar puro no planalto central, por favor!

O excelente site Contas Abertas, um verdadeiro fiscalizador dos gastos públicos, terá espaço neste blog. O site informa aos internautas como a União "utiliza" o dinheiro do povo brasileiro, na maioria das vezes, para, digamos, consumo próprio. Abaixo, veja como a Presidência da República está preocupada o ar que respira.

Ar, doce ar. A Presidência da República resolveu investir no ar que seus funcionários e autoridades respiram. O órgão reservou em orçamento R$ 45 mil para pagar uma empresa ambiental de tecnologia que presta serviços especializados de monitoramento da qualidade do ar interior nos palácios da Alvorada, Jaburu (moradia do vice-presidente) e do Planalto, na residência oficial da Granja do Torto e também nos anexos. Afinal, nada melhor do que um ar puro.

Comentário Déjà Vu: enquanto o povo brasileiro respira o "ar que o diabo enviou", a Presidência se ocupa celebrando contratos para melhorar o ar de suas autoridades. Na verdade, não é somente o ar dos poderosos que melhora... Não precisa melhorar a vida do povo; como exemplo, temos os moradores de rua que não precisam de ar "com qualidade" para respirar em cidades "puras" como São Paulo.

Veja
aqui o contrato celebrado entre União e a empresa contratada. O arquivo está em PDF.

Profissão: Jornalista!

O jornalista abaixo sabe literalmente se camuflar para obter informações detalhadas sobre o jogo de futebol... Eita profissão boa!

A peleja de um assessor de imprensa


Eu sou assessor de imprensa desde a metade de 2006, quando trabalhei na campanha eleitoral de um candidato ao governo do Amapá. Me graduei em jornalismo em 2005 já pensando em seguir esta especialidade, tanto é que me aperfeiçoei cursando uma pós-graduação em Comunicação e Política.

No início de 2007, o deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB-AP), reconhecendo meu trabalho em 2006, me convidou para assumir a sua assessoria de imprensa, onde fiquei até o final de 2008, com o intuito de melhorar minha renda.
Pura ilusão.

Na verdade, o deputado Camilo sabe valorizar um assessor, com algumas falhas, sejamos justos. Mas, realmente é o único parlamentar que eu conheço que, além de exigir o diploma, apresenta com orgulho o seu assessor, sem qualquer hipocrisia.

Neste
início de 2009, assumi a assessoria de uma vereadora; não passou um mês e pedi demissão mais uma vez. Inicialmente, aceitei a baixa remuneração que me foi oferecida, já que não tinha outra opção de emprego. Mas, no decorrer dos dias de fevereiro/março, minha situação financeira piorou e R$ 640 (já descontados) não bastaram para a minha sobrevivência.

I
nfelizmente, esquecem algumas pessoas que um jornalista também paga suas dívidas que estão atrasadas, se alimenta, paga impostos, entre outros, e mesmo assim não conseguem compreender que um assessor de imprensa merece respeito, e merece ser muito bem remunerado. Afinal, trabalhar a imagem de um político (no meu caso) não é nada fácil (principalmente quando o parlamentar é da oposição), pois, como todos têm conhecimento, a política hoje em dia não agrada ao gosto do cidadão.

Escrever diariamente, administrar um site, ter uma boa relação com todos os meios de comunicação, organizar o clipping, produzir um boletim informativo, entre outros, mostra como é a vida de um assessor de imprensa, que alguns, pasmem, acham "fácil". São poucos os profissionais nesta área aqui no Amapá. Uns são obrigados a receber qualquer salário ("viver e não ter a vergonha de ser feliz"), sendo explorados de todas as formas possíveis, na maioria das vezes sem um vale-transporte, sem uma boa alimentação, com uma jornada de trabalho absurda, sem respeito, e sem uma boa remuneração.


Alguns acham que foi exagero, pedir demissão pela segunda vez em tempos de crise econômica mundial. Mas, eu saí porque vi que não havia qualquer traço de esperança de eu ser valorizado como todo assessor de imprensa merece. Não por culpa da parlamentar, pois como todo político ela deve cumprir com suas promessas de campanha.


Mas, cá entre nós, e com todo o respeito, alguns políticos cometem o grave erro de não privilegiar seus assessores de imprensa, deixando-os, digamos, no time do quinto escalão. Enquanto chefes de gabinete (é bom repensar este cargo, pois alguns apenas são sombra do patrão, além de "puxa-sacos" assumidos) e assessores jurídicos são bem mais remunerados do que os pobres jornalistas.
Por fim, hoje estou desempregado, sem arrependimento algum.

Confesso que estou completamente endividado e prefiro estar assim e procurando um emprego melhor (acredito na minha capacidade, assim como todos devem crer) do que estar exercendo minha profissão arduamente e não ser reconhecido.


Já pensei em prestar vestibular para outro curso, mas não vou permitir que alguém me olhe e diga: "Ali vai um jornalista derrotado pelo 'sistema'; quantos menos ficam, mais explorados serão". Aí é o momento em que eu levanto a cabeça e respondo: "Continuo sendo um assessor de imprensa e lutarei diariamente para que a valorização e a igualdade chegue a nós.

Acredito nas revoluções, principalmente provenientes das classes organizadas".


Boa sorte a nós.

Surte efeito?

A Câmara Municipal de Macapá inaugura hoje a era das Audiências Públicas. O vereador Clécio Luis (PSOL) convocou uma audiência para tratar dos problemas dos empreendedores populares, ou seja, nossos conhecidos camelôs, marreteiros, entre outros. Amanhã, a vereadora Cristina Almeida (PSB) está convidando para discutir com a sociedade civil a inclusão da rede de ensino municipal da disciplina História e Cultura Afrodescendente.

Ontem, conversando com um amigo meu, que pediu o anonimato, e que trabalha no chamado mercado informal, me disse que sinceramente não acredita mais em "muito papo e pouca prática". Desconfia que audiências não resolvem mais o problema destes trabalhadores populares, e afirma que acredita mesmo é em uma "revolução", a de proletariados mesmo! Finaliza dizendo que quando um político chama estas discussões é por "puro interesse", pra "ganhar voto", será? Bem, tem uns que sim...

Espero que ao final destas discussões os propositores realmente possam encontrar soluções coerentes e que beneficiem definitivamente os trabalhadores. Boa sorte!

Falta do que fazer?

Li hoje na Folha de São Paulo que a produção no Congresso Nacional diminuiu este ano, e já é considerada a menor desde 2000, ou seja, nossos queridos parlamentares que são muito bem pagos com o dinheiro suado do seu bolso, não estão trabalhando como deveriam. Qual será a desculpa? "Os presidentes da Câmara, Michel Temer, e do Senado, José Sarney, alegam que a atuação do Congresso não se resume ao plenário e que os projetos aprovados são de qualidade", teriam dito ao repórter RanierBragon, da FSP.

Os projetos citados são oito; sim, apenas oito, depois de 43 dias iniciados os trabalhos no Senado e na Câmara dos deputados. Com tanto benefício, como o famoso auxílio-moradia, parece que mesmo assim nossos queridos políticos estão muito ocupados com outros afazeres, menos o de nos representar. É falta de vergonha na cara, ou o quê? Leia aqui a matéria completa.